Amar
Que pode um ser daltônico senão,
entre seres normais, fingir amar?
ele está fadado a ver o amor em outro tom,
em outro tom, o amor, não tem o mesmo sabor,
Sofre até na entrega total, e finge amar,
Então me pergunto, que fará o ser daltônico,
senão fingir amar o que não se ama,
O que se apenas gosta, e o que , num momento fugaz,
simples e impreciso, o atrai e se desfaz
Com o leve golpe da severa indecisão,
Amar estranhamente o desconhecido,
malamar, maldizer e sofrer
O ser daltônico não ama, apenas sofre,
ao sentir em seu peito o vazio,
deixado pela infinita ânsia de amar.
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