sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Carlos e Eu - Parte II

Amar

Que pode um ser daltônico senão,

entre seres normais, fingir amar?

ele está fadado a ver o amor em outro tom,

em outro tom, o amor, não tem o mesmo sabor,

Sofre até na entrega total, e finge amar,

Então me pergunto, que fará o ser daltônico,

senão fingir amar o que não se ama,

O que se apenas gosta, e o que , num momento fugaz,

simples e impreciso, o atrai e se desfaz

Com o leve golpe da severa indecisão,

Amar estranhamente o desconhecido,

malamar, maldizer e sofrer

O ser daltônico não ama, apenas sofre,

ao sentir em seu peito o vazio,

deixado pela infinita ânsia de amar.

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